sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

As nossas grades

“Precisa disto sempre que termina um novo livro. Um ritual, cada um tem o seu. Há quem comemore de imediato, champanhe, um vinho guardado há tanto (…). Gestos que fecham um ciclo. Ele não. Precisa de o dizer sem o dizer, para dentro. Para o lugar onde ainda se debatem dúvidas, onde recorda ainda as palavras, estarão no lugar certo, entender-se-ão umas com as outras, gostariam de ser outras, dirão o que penso que dizem. É uma angustiante felicidade, ideia que poderá soar contraditória a quem não escreve. Mas não haverá muitas formas de definir o que diz para si, sem a dizer, a palavra: terminei. Porque terminar deveria trazer alguma paz de missão. Quando o que o assalta é: E agora?”

Há muito tempo que não lia tão devagar.
Não porque o livro me entedia, mas, antes, porque preciso absorver cada palavra.

Há qualquer coisa nesta forma de escrever, nesta entrega, nestas palavras e nesta história, que me estão a incomodar profundamente.
Que é o mesmo que dizer que me estão a enfeitiçar.


Há muito que não via um exercício tão perfeito de combinação de forma (quase perfeita) com conteudo (pesado, negro, real)...

O livro chama-se Canário. E o autor é Rodrigo Guedes de Carvalho.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Livros...

Tenho medo de elevar demasiado as expectativas mas...
Estou a ler um livro que me está a absorver de tal forma que...de manhã, na paragem de autocarro, o dito passou por mim e eu nem me dei conta...

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Freak



Yeahhhh We're freaks...
Yeaaaahhh we're freaks of nature!
Body and soul, we're freaaaaaaks!!!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Clareza de espírito...

- "Dou por mim agarrada a coisas minusculas para justificar esta ligação. Não faz sentido! Ele precisa mais de mim do que eu dele..."
- "E tu precisas que ele precise de ti..."
- "Et voila. Touche"

PS: Faz-me bem falar contigo :)

Um, dois...e três

Uma das técnicas mais utilizadas em psicoterapia cognitivo-comportamental é a chamada dessensibilização sistemática. Que é um palavrão para “exposição progressiva ao estímulo causador da ansiedade ou medo “. É, por isso, uma técnica à qual se recorre frequentemente para o tratamento das fobias.
Mas (já eu sabia, apenas confirmei!), afinal também é uma boa técnica para lidar com situações “quotidianas” que nos incomodam ou com casos que nos suscitam real pavor, ainda que não envolvam aranhas ou quartos escuros ou alturas de mais de 50 metros.
O facto é que, quando sabemos que algo é (perfeitamente?) inevitável, tentamo-nos preparar para o impacto (e potencial estrago) que este algo possa trazer. E é uma boa estratégia fazê-lo por partes. Devagarinho. Como se dividindo o problema em vários pequenos problemas, o problema “mãe” se tornasse mais fácil de deslindar.
A primeira parte da dessensibilização consiste em olhar de frente para o que quer que nos está a incomodar. Mas olhar mesmo. Mesmo que isso signifique um nó no estômago, mesmo que isso nos… mate. E ouvir o que não se quer (não se acredita!!).
A segunda parte inclui encarar o que quer que seja em que não se acredita (pode perfeitamente ser uma mulher de unhas pintadas de bordeaux). E encarar significa sentir que o tapete nos foi arrancado debaixo dos pés. Não é nada com que não saibamos (efectivamente!) lidar. Melhor ou pior. Com maior ou menor nervosismo. Com maior ou menor medo de ser tão evidente o desconforto…E quando somos encarados de volta… sentimos que não há lugar na vida para hesitações. E que a nossa comunicação é muito, muito mais do que as pobres e traiçoeiras que conseguimos debitar…
A terceira parte… bem… ainda estou à espera dela. Sei que não demorará. Se a receio? Sim. Muito. Porque sei que vou ter a pior reacção possível. Não vai ser a minha cura e não será um passo gradual. Vai ser um choque tremendo. Como já é o simples pensamento, ideia, imaginação e afins. Os nossos medos, tantos, são construídos tão carinhosamente como os nossos afectos. Não sabemos que são medos o que chamamos de paixão, carinho ou aventura. E quando nos damos conta, normalmente já estamos demasiado enterrados.
Nem todas as fobias têm cura. E nem todas se curam da mesma forma.

Ainda o (s) Enke(s)

coisas que me deixam profundamente triste...
Foi apenas mais um...
A diferença é que era conhecido por metade do planeta.
E que por isso, pelo menos durante alguns dias, falou-se de como nem sempre ter uma vida, aos olhos dos outros perfeita, significa ser feliz.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Desejos...

Ora, a isto se chama o que se quer e o que se pode ter!
:p

Bom domingo...
Com ou sem chocolate!